sexta-feira, 14 de junho de 2013

Às vezes penso nesta corda presa por um pé que não me deixa chegar onde quero se é que quero mesmo. Cada vez que tento desatar esse nó, desisto, o que depois se vai refletindo no espelho daquilo que nós os dois somos. O meu ânimo enquadra-se na tendência deste ano : tye die...Vai desvanecendo, tal como a minha força, a minha vontade. Já as minhas implicâncias e raiva e ódio aumentam exponencialmente, o que fica tão bem como usar uma saia comprida e larga com uma camisola com os mesmos adjetivos.
E se eu perco? E se eu perder  sempre para sempre? De onde vem esta corda gostava eu de saber. A gente só entende que acaba não quando se esta perdido, mas quando é encontrado por alguem. O que eu precisava era mesmo de morrer e nascer de novo, tal como um jogo tipo super mario...recolhia vidas e cada vez que tocasse no limiar da minha vida, começava tudo de novo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Inverno

Se por quem procurássemos, procurasse por nós, se na hora da saudade por quem chorássemos, chorasse por nós, se o tempo parasse para nos ouvir e o vento viesse para nos levar as lágrimas...se a chuva nos caísse sobre o pensamento e toda a tinta amargurada escorresse e desaparecesse no desaguar de todas as gotas que a levassem, seria mais fácil nos levantarmos quando caíssemos e nos magoássemos a sério.

E este frio que me abraça e cisma não largar, o frio de um desentendimento, saudade e desespero que eu tenho de esquecer...

A vida enche-me de coisas, mas, na verdade, nada do que eu preciso ou mereço. Ultimamente, tem-me provocado e eu chateio-me com ela e ela chateia-se ainda mais comigo. Nao sei como parar esta briga... se ela parasse para pensar e ver o quanto é injusta comigo, quando eu nunca sequer a desafiei de verdade...já passa de um tom de brincadeira ou de uma provocação...é um desatino completo.

Sei que há coisas que foram feitas para estarem quietas e eu mexi com elas, sei que ousei exprimentar quando o meu instinto não falhou, mas também tenho que te viver...não estarei de certo à espera que passes à minha frente na fila para o diabo ou para deus, sim, porque o purgatorio é o meu endereço há algum tempo...


Vá lá, dá uma chance de eu te ver com um sorriso nos lábios...eu retribuirei e prometo não esquecer que foi uma oportunidade.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Matemática

Às vezes sinto esta sensação...a sensação de que ainda está algo para acontecer, quando tudo já tem razões para estar mais que acabado. Sempre achei que, como numa resolução matemática em que basta ter um "-" no lugar errado para que nao seja a solução do problema em questão, a vida, fosse igual..que bastasse haver algo mal explicado para que se desse mais corda à bailarina. Depois, depois começam os pesadelos e aí, penso de novo que não é cisma minha, que já vi isto acontecer antes e mais uma vez não quero que aconteça, mas espero que aconteça. O conflito constante na vida de alguém, mas a constante que ninguém decora e ninguém sabe usar, permanece. O teorema suscita o uso da maldita constante e a gente, simplesmente, não consegue resolver...nós sabemos o resto, não sabemos é como ultrapassar o item, que de item passa a ocupar o lugar do nosso falhanço.

As vezes as coisas deveriam ser como os autores de novelas planeam: os bons sofrem, mas acabam por terem o merecido.

E pode não ser azar, mas que será este rumo que o meu estado vital leva, que eu não entendo de onde vem e para onde vai, muito menos o que o leva...se tudo tem uma razão de ser, então qual será a minha? Porque eu não consigo prever um fim certo, ou pelo menos uma estagnação, ou pelo menos um intervalo certo.

Nao me sinto presa a nada, mas também sinto que ninguém me pega, me senta, me olha e me diz que a vida é diferente, que nem tudo é tão negro e que o alivio da dor só são as pessoas, porque não vejo como serão.
Podemos destruir, mas também podemos reerguer, mas toda a gente sabe que o sol não se faz de novo e, com o sol, estamos nós.

domingo, 30 de outubro de 2011

Fase adulta

" A fase adulta é a procura da verdade"
Eu diria: A fase adulta é a descoberta da mentira em que temos vivido.
As coisas são muito mais simples do que aquilo que imaginamos quando somos adolescentes...porém, são muito mais complicadas de engolir, de lidar e de ultrapassar. As histórias têm sempre a mesma essencia com mais ou menos loucura, mais ou menos desgraça, mas, como nos filmes, há sempre um amor inesquecivel, aquilo que se pensa ser amor inesquecivel e..o resto...o resto nao descobri ainda. A minha opiniao é que ainda nao atingi o máximo de maturidade e necessidade para saber como é necessário ter alguem para a vida inteira, isto porque eu penso assim: casar, ter filhos, trabalhar a vida inteira com outro filho da nossa idade sempre com problemas e alguns momentos de felicidade, que, para mim, não era preciso arranjar este esquema interminavel para conseguir sentir.
Para já, eu conformo-me com as voltas e redondas voltas, os circulos e redondos circulos que começam numa ponta e acabam no mesmo ponto, mas que podem passar por cima dessas mesmas linhas quantas vezes o lápis tiver para dar, devido a circunstancias e sentimentos estupidos, que bem combinados, dao para muito sofrimento, muita alegria, muita deceçao e por fim, quando se acaba o carvão, cai-se e, no chao, pensamos o quanto doeu, como houve tanto tempo para nos apercebermos como nos foi acontecer, como fomos cegos, como as pessoas foram idiotas, quando foi que nos esquecemos de nos lembrarmos de nós.
ou...o bico parte, e descobrimos uma infinidade de mentira, as coisas acabam e percebemos que "afinal nosso caso não difere de todos os casos que acabaram mal".
Com isto tudo, a gente olha, olha para o que nos aconteceu, o que acontece aos outros e pensa se valerá a pena a gente se esforçar tanto, eaquecer tanto, lembrar tanto para o bico partir ou o carvao acabar...qual será a pior?
As pessoas têm todas língua para dizerem o que se passa e tentar que não haja feridos e mortes nestes acidentes que a vida tem...porque chama-se acidente mesmo que seja bater um carro sozinho ou ate por teimosia. Parece que nem todos fomos feitos com os mesmos conteudos...pois isto acontece por uma coisa que atormenta muita gente por tudo e por nada..uma coisa que reprova atitudes e provoca-as igualmente: consciencia.
Se toda a gente a tivesse muitas pessoas nao eram calcadas por querer e podiam assim, compreender aquilo que eu ainda nao compreendi.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Summer sensation

O verão é a fase pela qual espero todo o ano...em que eu espero que se repita...que se repita tudo de bom, todas as saídas, todas as maluquices, todo o tempo...mas não que esteja sozinha. Todos os anos há sempre algo que abala fortemente aquilo que já está num shake a ser misturado, desfeito, tomado sabores e anulando outros sempre a espera que caia no copo...ou não que se evapore! Não sei, sinceramente (e esta ignorância é algo muito acusativo e depreciativo) mas a verdade é que não sei se será de vez em que as nossas terras separadas ao lado uma da outra se mantêm no sítio e nem devido a fenómenos físicos ou químicos ou o raio que o parta se aproximem como está previsto com os continentes, juntando o mundo inteiro de novo denominado pangeia. Mas para mim, chamava-se desgraça, tal como o fenómeno que nos juntaria de novo.
Se eu soubesse, quando tinha os meus 4 ou 5 anos tinha-me ficado pelo peter pan e não via as maiores tretas do mundo (Cinderella, Bela adormecida, Princesa dos cisnes e etc) até porque não percebo porque eram todas loiras à exceção da Branca de neve que tinha o cabelo curto e preto e era bolachuda.
Acho que a gente só precisava de aprender a palavra que dá origem a outras parecidas com gostar muito, quando precisássemos mesmo dela..tipo quando se inventa alguma coisa e se tem necessidade de lhe chamar algo...ora bem nem assim precisamos de saber...e não dizem que e indescritível incomparável e esses adjetivos todos que caracterizam coisas impossíveis de fazer por causa do sufixo -in? Pra que foram inventar uma palavra tão feia para que as pessoas podemos ainda torná-la horrorosa abreviando-a para "mor"? Bem ao menos dá-me para rir um chisquinho!

Voltando ao assunto...eu, personagem de saga de sangue cuspido por cada chapo que me dão, estou a arranjar uma desculpa para poder sair da série...tipo ter metal dentro do corpo e não poder passar no check-in. Se bem que tenho motivos sólidos, mas desculpas também e prefiro dizer desculpas para não dizerem que eu é que fiquei mal, que também é verdade, porque quem dá, fica sem ele, quem o troca...fica sempre com alguma coisa e eu na altura pensei que me tinham roubado...acabei por saber quem foi mas deixei que ficasse com isso, portanto eu perdi.

Mas eu perco há muito tempo, o que me chateia quase sempre apesar que tenho montes de jogos pa jogar, mas há sempre aquele jogo que a gente quer jogar até conseguir passar todos os níveis até ao fim em que diz: Winner! Mas estes "round 2, round 3.......round 100000 FIGHT!" já me chateia e vai desgastando a vontade e ambição e determinação nunca tive, por isso, prefiro perder e até chorar do que ficar maluca a tentar.
Este verão, como todos os outros, eu gostava de virar a situação e não pensar mais " é desta que o fodo" ( sim, porque a vingança mata...ou mato eu por vingança...ou até enlouquece...que é pior) e também gostava de jogar por jogar, perder por perder e ganhar por ganhar. O tempo, e todo o movimento que o mundo obedece e contraria, todas as condicionantes de vida e a sorte e o azar vão tomar conta do destino de cada um..e que esta mesa esteja inclinada pró meu lado.

Prognósticos...só no fim do jogo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vodafone "Leave!"

Foi ha quase duas semanas atrás que eu e a Piki ocupamos os dois balcões de serviço da Vodafone remodelada do shopping para mudar de número...lado a lado!
Eu pensei que aquilo merecia uma foto, nao por causa da posição, mas para lembrar e registar a nossa coragem.
Contudo, sou eu quem continua corajosa, nao por força, mas porque decidi exterminar o meu número antigo e não poder ir ver as supostas sms's que poderia ter recebido.
Essa, foi das decisoes mais importantes que eu podia tomar nos ultimos 2 anos...e o meu auge de coragem tambem esteve presente..."never more, never more...".
Bla bla bla ja sei que tenho um blog inteiro que mais parece um livro cheio de páginas escritas, em que as outras todas é a repetição da primeira, mas agora...nao é caindo um santo do altar, é mesmo caindo o Todo Poderoso! E, sinceramente, ja sofreu muito para cair novamente...ia.lhe doer bastante...a ele e a mim.
Não vou mentir...já ha algum tempo em que nao sentia tao em baixo e pior...ja nao me lembro de me tirarem a vontade de sair.
Eu nao quero uma passagem de ano igual a outra, porque alem da azia toda do dia seguinte, o qual passei na cama, também nao quero ficar mais feia por ter os olhos apenas entreabertos e a cabeça virada para o ceu, porque simplesmente nao tenho força para a segurar e de certeza que nao é bebeda que o peso do meu cerebro aumenta..alias, quando estou assim, o meu cerebro manda as tais mensagens que acabam por chegar a minha boca à velocidade da luz, sem passar pelo filtro de informaçao.
Fiz anos esta semana...21 anos...umas das razoes que me fez pensar em mudar o meu destinatario de mensagens para um muito mais feio...poisé..ha dois anos que andava empanturrada de frustraçao,o que me fez pensar que eu poderia ficar assim toda a minha vida.
Eu tenho outras ambiçoes, mas nada está facil para conseguir alguma...ginásio ( mil anos a dar resultado completo), euromilhoes ( nada desta bida com o azar que tenho), vingança (nao ha muita gente disposta a enfrentar-me) etc etc.
Eu já nem sei se tenho que esperar, se tenho que me mexer, se tenho que me deixar ir...eu nao vejo nada simplesmente, nada a nao ser...
eu so queria esquecer, so queria viver e lembrar das coisas boas que tenho e nao tentar adivinhar o que poderia ter.
Vou treinar! =)

sábado, 12 de junho de 2010

Que se foda...

"Eu corro p'ro mar para não lembrar voce
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Esqueci o meu orgulho p'ra voce voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar"


Eu arrisqei quase todas as coisas que nunca deveria ter arriscado, eu não falei sem que me perguntasse e mesmo assim, nem sempre falei, eu esforcei-me, eu ignorei-me...até que considerei e mais uma vez perdi. Então, devo dizer que eu nao esqueci o meu orgulho, eu deitei fora o meu orgulho.
Eu pensei que não tinha consideraçao e que, finalmente, consegui estar ao nível do desprezo e conveninencia, isto do que era feito a nossa ocasião, mas infelizmente eu n sou d ferro, eu sou d prata...dá pra dobrar com as maos..com as tuas maos. Eu ainda não cheguei lá, mas até que me fui aproximando disso que tu és...
Quando me dobras, eu quebro sempre, mas eu sempre penso que nao vai quebrar até ao momento que o fazes.
Tou cheia de quebras, que vai fazendo de mim uma pessoa cada vez mais sem piedade entre outros defeitos e aberraçoes que se pode fazer com as pessoas, mas sobretudo piedade.
Um olhar desfeito nao te pesa pois nao? Eu sei que o tenho...
Mas eu nao acho justo fazer com as pessoas que nao merecem aquilo que fazes comigo, por isso, em vez de me massacrar mais e mais tempo, eu vou parar por aqui.
Eu sei que disse isto um ano inteiro e que eu deveria ter cumprido quando eu tinha menos hipotese de fraquejar...mais uma vez...mas desta vez, eu espero ter pelo menos vergonha e mais inteligencia...nao do que tu, mas pra mim.


Que se foda mesmo.