Às vezes sinto esta sensação...a sensação de que ainda está algo para acontecer, quando tudo já tem razões para estar mais que acabado. Sempre achei que, como numa resolução matemática em que basta ter um "-" no lugar errado para que nao seja a solução do problema em questão, a vida, fosse igual..que bastasse haver algo mal explicado para que se desse mais corda à bailarina. Depois, depois começam os pesadelos e aí, penso de novo que não é cisma minha, que já vi isto acontecer antes e mais uma vez não quero que aconteça, mas espero que aconteça. O conflito constante na vida de alguém, mas a constante que ninguém decora e ninguém sabe usar, permanece. O teorema suscita o uso da maldita constante e a gente, simplesmente, não consegue resolver...nós sabemos o resto, não sabemos é como ultrapassar o item, que de item passa a ocupar o lugar do nosso falhanço.
As vezes as coisas deveriam ser como os autores de novelas planeam: os bons sofrem, mas acabam por terem o merecido.
E pode não ser azar, mas que será este rumo que o meu estado vital leva, que eu não entendo de onde vem e para onde vai, muito menos o que o leva...se tudo tem uma razão de ser, então qual será a minha? Porque eu não consigo prever um fim certo, ou pelo menos uma estagnação, ou pelo menos um intervalo certo.
Nao me sinto presa a nada, mas também sinto que ninguém me pega, me senta, me olha e me diz que a vida é diferente, que nem tudo é tão negro e que o alivio da dor só são as pessoas, porque não vejo como serão.
Podemos destruir, mas também podemos reerguer, mas toda a gente sabe que o sol não se faz de novo e, com o sol, estamos nós.