quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aquilo que eu não sei dizer


Hoje vi um filme chamado " The air i breath". Do melhor sao aqueles filmes que têm legendas de pensamentos...que me seria tao util, tao mais facil às vezes...por outro lado tão devastador. é tao estupida e tao perfeitamente balançada a maneira que a vida corre...sempre 2 lados, sem abébias. As coisas poderiam ser muito mais fáceis, mas também não podem ser...lá está..o conflito é permanente. Bem, como estava eu a tentar dizer, li algures no principio do filme numa dessas milagrosas legendas, que tudo o que nos pedem para fazer quando somos peqenos é portar bem e ser bom na escola, depois mais escola, o retributo que recebemos e mais escola para um dia ter emprego, dinheiro, um futuro e a busca infinita por mais e é para isso que vivemos: para termos a nossa feliz vida. "invejo todos aqueles que nunca puseram isso em questao". É mesmo isso que me digo todos os dias, várias vezes em cada um.
Todos os dias acordo para trabalhar, pelo caminho prometo-me conduzir devagar e tentar não ouvir as músicas que ouvi nos momentos errados, mas que também estavam certos, porque diziam o mesmo que as imagens entranhadas na minha cabeça me ditavam. Chego a casa, já traindo nesse trajecto a promessa que fiz. Sento-me e nem acredito em tal habilidade...um sonho tornado realidade ao fim de aproximadamente 5h e 30 minutos sempre de pé, mas depois de tal sensação, caio na realidade (obrigada) e apercebo-me do quanto me doi o corpo, nem sei porque me doi assim tanto, tal como tudo na minha vida. Procuro algo estupido e inutil para fazer que me roube o tempo até que tenha a certeza de que a esperança de me virem busar ao fundo não tenha sido em vão. Mas a maioria das vezes, isso não acontece. " A rotina impede a mente de vaguear" foi outro pensamento que li no filme. Eu invento a minha rotina sem sentido, mas muitas vezes o pensamento perde-se da força que eu tento fazer para puxa-lo para o que eu quero e não para o que eu sinto, como se fosse vento a trespassar os nossos dedos. e à noite? que infalivel rotina heide eu inventar para adormecer, sem que o meu pensamento escape? Não posso. e é aí que não sou eu, são só imagens, remorços, sons, cheiros, arrepedimentos...uma imensidade de constintuintes da minha pessoa, que ocupam mais do que o meu "eu".
Hoje é Domingo, o último dia do fim de semana (uma especie de prazo que eu ofereci). a partir de hoje, acabou. Vou massacrar, eu vou trocer-me e convencer-me de que não é esta a saída que procuro, embora seja mentira. Penso qual seria o peso para ele deste dia...quero... que quase que aredito não se convenceu sabendo o quao fraca sou, mas também sei que o sopro proveniente do que eu lhe disse, passou-lhe ao lado e nem fez vento. mas desconfio e tenho pena que não tivesse sabido decifrar as expressoes que eu lhe entreguei.